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Americanos têm menos TVs - Revista Época


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Pela primeira vez em quase 20 anos, a porcentagem de residências com televisão nos EUA diminuiu - internet é uma das culpadas

De acordo com pesquisa da Nielsen divulgada nesta terça-feira (3), a porcentagem estimada de casas com televisão nos Estados Unidos diminuiu de 98,9% para 96,7%. Essa tava estava em crescimento constante desde 1992. O número absoluto também caiu, de 115,9 milhões na estimativa anterior para 114,7 milhões agora.

As principais causas para essa queda são a crise econômica e o alto preço das TVs de última geração; a transição para a televisão digital, que só funciona em aparelhos com essa tecnologia ou necessita de um conversor; e os jovens consumidores que têm menos necessidade de comprar uma TV, pois assistem filmes e seriados em seus computadores, tablets e celulares.

“O mercado de mídia continua evoluindo e ficando mais complexo. Alguns dos consumidores claramente levam em conta a economia para decidir que dispositivos de mídia vão comprar. Outros estão expandido seus equipamento para adicionar mais aparelhos de áudio e vídeo para suas casas. Ainda outros podem estar adiando a compra de uma TV ou substituindo a TV por um computador”, afirmou Pat McDonough, executivo da Nielsen.

A pesquisa completa sobre o mercado de TVs de 2011-2012 será publicada em agosto, com dados do censo populacional americano de 2010. Por conta dos jovens consumidores que consomem conteúdo da televisão sem ter um aparelho de TV, a Nielsen está até mesmo considerando redefinir a pesquisa para incluir também espectadores de vídeos online.

Por outro lado, os dados da Nielsen mostram que a televisão ainda é uma das principais formas de consumo de mídia nos EUA. No Brasil, mais de 96% dos lares têm televisores, mas o país está longe de uma transição completa para a TV digital, e a velocidade e penetração da internet banda larga ainda impede que a internet influencie com força o uso desses aparelhos.

Leia mais: A televisão do futuro.

Americanos preferem smartphone Android ao iPhone, diz pesquisa


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Pela primeira vez no mercado americano, o Android superou o iPhone na preferência dos consumidores - mas foi por pouco. Segundo pesquisa do instituto Nielsen, entre janeiro e março deste ano, 31% dos entrevistados disseram que seu próximo smartphone terá o Android como SO, pouco à frente dos que citaram o iOS (30%). O BlackBerry, por outro lado, não está mais na briga, pois só 22% deverão escolhê-lo.

A ascensão da plataforma da Google é notória inclusive nesse estudo. Entre julho e setembro de 2010, seu índice ficara em 26%, ante 33% do produto da Apple. A queda do iPhone – de 9% – no entanto, deverá ser interrompida com o lançamento do iPhone 5, previsto para setembro.

Se o BlackBerry enfrenta dificuldade para retornar à velha forma, o Windows Phone 7 não consegue sequer decolar. O sistema da Microsoft, que começou a ser comercializado em novembro nos EUA, estava em melhor situação antes de ser lançado do que agora. Entre julho e setembro, 7% dos usuários tinham interesse em comprar um aparelho da plataforma – ou mesmo do Windows Mobile – número este que caiu para 6% na pesquisa conduzida entre janeiro e março.

Outros dados divulgados pela Nielsen chamam a atenção. Nem 1% dos entrevistados devem comprar um Symbian nos próximos meses – seu índice ficou em 0% – mas 1% lembraram do WebOS, sistema operacional que ainda não está no mercado –  e não há previsão de quando estará. Há também muitos consumidores indecisos: dois a cada dez não sabem que plataforma escolher para a próxima compra.

A partir dos números divulgados, é possível concluir que a disputa do mercado de smartphones continua restrita a Android e iPhone, apesar do pesado investimento da Microsoft no setor. A esperança da gigante dos softwares recai em sua parceria com a Nokia. Esta, porém, por mais útil que possa ser em termos globais, dificilmente a favorecerá nos EUA, visto que a empresa finlandesa nunca foi muito popular no país.

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